Jão é meu camarada de longa data, o conheço há uns quinze anos, talvez vinte. Conheço o irmão também, há mais tempo até. Neta, outro filho da puta, com todo respeito, claro.rs Gosto e tenho muito apreço pelos dois. E, apesar da distância, sempre torci muito por eles.

Em algum momento entre os anos 2000 e 2020, realmente não lembro quando foi, o Jão criou o Big John Cookies. Nascia ali o melhor cookie que a humanidade poderia experimentar. Quem comeu tá ligado, não é exagero.

O Jão é correria, sempre foi. Se fosse pra fazer uma analogia com futebol, dá pra dizer que ele joga em várias posições. Na vida real conheci poucas pessoas piores que ele com uma bola no pé.

O cookie é bom e não é por acaso. Desde sempre existe uma preocupação genuína com insumo de altíssima qualidade, um cuidado absurdo com o processo e uma certa obsessão com o produto final. Nesse ponto inclusive, vejo muitas semelhanças entre nós. Mesmo quando isso impacta a escala do negócio, a prioridade é sempre a qualidade da entrega final.

Recentemente fui fazer a cobertura de um evento da Ambev Global Tech. Esses encontros de final de ano, em que a firma apresenta metas e resultados.

Em determinado momento, longe do palco, fazendo algumas fotos e takes de apoio, reparei em algumas embalagens familiares nas mesas. Pensei: será? O logo do Big John é simplesmente a cara do filho da puta. Num é que era mesmo. Corri pra fazer alguns registros. Sabia que não teria como produzir nada muito elaborado e que também não teria muito tempo.

Sempre soube que a galera na Ambev curtia muito Big John, de qualquer forma foi uma surpresa ver os cookies ali.

Já tinha achado foda, mas o melhor ainda estava por vir.

Durante a apresentação, um burburinho diferente me chamou atenção. Percebi que o que estava sendo dito já não tinha relação direta com a apresentação da empresa. Imaginei que fosse a pausa pro café, que estava por vias de acontecer. E era.

Me apressei com os registros quando escuto a pergunta: "Chocolate ou tradicional?"

Me aproximei do palco, vi que o mestre de cerimônias segurava alguma coisa em cada mão, quando anunciou: "Big John Cookies liberado por conta da Global Tech!"rs

O burburinho, a essa altura, já era alvoroço. Não teve como, geral curtiu.​​​​​​​

Quando eu falo que geral curtiu, eu tô falando de toda essa galera!

Por alguns instantes fiquei parado, pensando no que tinha acabado de acontecer. Naquele monte de gente ovacionando o anúncio. Em seguida, todo mundo comendo, curtindo de verdade.

Muito foda.

Fiquei frustrado por não ter conseguido registrar em vídeo a fala e a reação da galera diante do anúncio. Também não tinha ninguém conhecido pra poder fazer uma foto ou um vídeo comendo o cookie. Mas, de todo modo, eu tava feliz demais pelo que tinha presenciado.

Sabia que estar naquele espaço, naquele dia, pra todas aquelas pessoas, não era pouca coisa. Na real era uma baita conquista, fruto de muito trabalho e dedicação. De acreditar com força em algo e correr atrás, apesar de tudo que tenta te fazer desistir.

Aquilo me fez pensar em muita coisa. Segui com o trabalho.

Já em casa, fazendo o backup do material, vi as fotos e resolvi mandar uma mensagem pro Jão contando o que tinha rolado. Foi massa, fazia tempo que a gente não trocava ideia.

Também fiquei refletindo sobre tudo aquilo. Não é de hoje que o sucesso é rapidamente associado a dinheiro, infelizmente. Se o cara não tá em rede social ostentando carro, casa, viagem ou vendendo fórmula mágica de sucesso financeiro, é visto como um fudido.

Mas o ponto aqui nem é falar sobre grana, que a propósito, eu não faço ideia de como tá e nem é da minha conta.

Ver o Big John presente e consolidado dentro de uma empresa, do tamanho da Ambev, com tanta gente exaltando e defendendo o produto de forma espontânea... pô, isso foi do caralho.

Quando se cria um negócio, o caminho natural é: cria-se um produto/serviço, trabalha pra ficar conhecido, escala, aumenta vendas, aumenta lucro e perde qualidade. Quase sempre é assim.

Mas não foi o caso.

Entre perder o controle sobre a qualidade do produto final e escalar pra ganhar mais grana, a escolha foi manter a essência. Mesmo que o fardo dessas escolhas seja pesado, ele não abriu mão.

Por essas e outras, Big John Cookies não é big só pelo nome, nem pelo tamanho do Jão. É big porque o Jão é foda mesmo. Fazer o que ele fez, construir o que construiu, do jeito que construiu, é pra poucos, bem poucos.

E, mesmo que pra grande maioria das pessoas o lado financeiro seja o diferencial na balança, a chancela que define quem tem ou não sucesso, com certeza o mais difícil ele já fez. Produtos que são 10 de 10 e um público fiel e engajado. Quem não quer isso pra sua marca, produto ou serviço? Quanto à grana, eu boto fé que ele tá no caminho de ganhar e conquistar tudo o que merece, vai acontecer!

Nesses últimos meses tem sido inevitável não ficar projetando as coisas. Mudei de profissão, como isso ainda soa estranho pra mim, e ainda não sei exatamente onde isso vai dar. Bom, quem é que sabe?rs

Aí o tempo vira esse negócio estranho: às vezes parece que ele tá acabando rápido demais, que é preciso correr e fazer tudo pra ontem. Outras vezes a sensação é exatamente a oposta. As coisas simplesmente parecem demorar uma eternidade pra acontecer.

Ver tudo isso de perto, e até mesmo parar pra escrever sobre isso, me ajudou a respirar um pouco e reorganizar, ajustar a rota. Me deu mais confiança até.

Por aqui meu camarada, saiba que sigo na torcida, que o Big John seja cada vez mais Big.

Pra quem ainda não conhece os produtos do Big John, que não são só os cookies, tá vacilando.
É isso. Pra quem precisar de foto e/ou vídeo, me chama!

Até!

No instagram, @bigjohncookies

https://bigjohncookies.com.br/

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